Domingo, 26 de Maio de 2013

fonte do ídolo

SÁTIRA DE COSTUMES A FUNÇÃO (FIM) F O N T E D O Í D O L O Monumento antiquíssimo, provavelmente pré-romano, mas romanizado, esta fonte de mergulho, foidedicada por Célio Frontão, a uma divindade aquática - NAVIA ou TONGOENOBIAGO. Está situado por perto do Palácio do Raio, num terreno cuja entrada está vedada por um portão de ferro (mas franqueado ao público, devendo para isso dirigirem-se os interessados à Junta de Freguesia de São Lázaro). Há quem afirme que teria sido um santuário romano mas, outros, atribuem-lhe uma origem mais distante – santuário rupestre. Talhado na rocha, este monumento pode dividir-se em duas partes. Numa espécie de edícula, talvez a parte mais antiga do monumento, quase rente ao solo, vê-se um busto de menino, possivelmente a divindade a que foi dedicado e onde uma inscrição latina é bem legível ; o frontão dessa edícula, frontão triangular, ostenta num dos lados um maço, (instrumento de batimento), enquanto que no outro se destaca uma ave. É por de baixo deste grupo, nesta edícula, que nasce a água que brota de uma fenda na pedra. Ao lado e na parte mais acima encontra-se, lavrado na pedra, um busto bastante danificado, de maiores dimensões que o encerrado na edícula, que lembra o Deus Esculápio, (muito semelhante com o busto de Esculápio, existente no Museu de Beja, segundo alguns autores ou o dedicante, quando da romanização, Célio Frontão, segundo outros. Esta última versão é bastante contestada, visto não ser usual a imagem do dedicante, estar mais destacada do que o da divindade. Ao lado deste busto uma outra inscrição latina que tem dado azo a várias interpretações. Está um pouco truncada na sua palavra final. Foi ela ali inscrita, possivelmente, quando da dedicação do monumento pelos romanos. Parece que houve uma mutilação, pois tudo indica que este relevo faria parte de um grupo, que mostraria outra figura, possivelmente feminina. A que resta e está togada, julga-se ter seguro na mão um cesto ou um ramo de flores. No entanto a dúvida persiste, por esta parte do monumento estar muito danificada. É aqui que se encontra a frase latina acima indicada. Por elementos encontrados aquando das escavações e por uns entalhes que se veem na rocha circundante, presume-se que tenha tido uma cobertura o que leva a concordar com a tese de Santuário. Hubner, arqueólogo alemão do século passado bem como J. Leite de Vasconcelos e outros eminentes sábios estudaram este monumento, famoso em toda a Europa, sem par na Península Ibérica, e que ainda hoje traz a Braga numerosos estudiosos e arqueólogos. Possivelmente seria o centro de uma vasta necrópole, pois à sua roda, tem sido encontradas várias sepulturas romanas (Centro Comercial Santa Cruz, nas escavações do antigo palco do Teatro Circo, onde se encontrou uma ara com referência a um Africano, vários edifícios na Avenida da Liberdade, na Praça da República, junto ao edifício do Turismo -o último achado quando da abertura do túnel-Cangosta da Palha ). O primeiro interessado por esta fonte, foi D. Jerónimo Contador de Argote que no século XVIII, dele deu pela primeira vez conhecimento. Classificado de monumento nacional pelo M.N. Decreto de 16-06-1910, Z.E.P., D.G., 2ª série, n.º 105 de 5-05-1970, não tem este monumento tido a atenção dos responsáveis pela preservação do património, pela sua conservação, limpeza e divulgação. Dado o interesse que despertou em todos os arqueólogos, tanto nacionais como estrangeiros que o visitaram (abre-se aqui um parenteses para dar a conhecer que em 1975, veio propositadamente a Braga uma equipa da T. V. soviética para o filmar, e difundirem por todos os estados da então União Soviética, no dia de Portugal) e também porque estava classificado como Monumento Nacional como acima se diz. Logo apósa classificação as autoridades bracarenses pensaram em proteger tão valioso documento. Assim, podemos ver, pelo Livro de Notas de Escrituras nº 31, em 5/11/1932, folha 210, que se encetaram negociações para a compra dos terrenos que circundavam o tanque. E pelo livro de Actas da Câmara Municipal, de 1931 / 1933, é pela Câmara pedida à Comissão de Estectica, parecer sobre o acautelamento do Monumento. Entretanto o vereador Fernando Vilaça apresenta uma proposta para expropriação amigável da Fonte do Ídolo. A Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais informa a Câmara da conveniência da compra do terreno e de definir a zona de protecção do monumento, ao mesmo tempo que dá a conhecer ficar a seu cargo a conclusão do muro de vedação do terreno, tendo então a Câmara deliberado adquirir à proprietária o terreno circundante pela quantia de mil escudos. Não descorando o assunto os édis propõe a cedência à Direcção Geral dos Monumentos, da Fonte do Ídolo, ao mesmo tempo que é pedida a isenção do pagamento de contribuição de registo por título gratuito, referente a 39 m2 do terreno anexo ao monumento nacional, para melhor acesso, terreno doado por D. Maria Amélia Cristina da Cunha Matos Reis e sua filha. Apresentado um estudo à Direcção Geral, esta comunica satisfazer a modificação da vedação do Tanque, desafrontando assim o monumento. Por sua vez, a Direcção Geral da Fazenda Pública, pela Repartição do Património, informa das medidas tomadas, de acordo com os Monumentos Nacionais acerca do caminho a seguir para a defesa de tão valioso património, solicitando à Câmara que proceda à limpeza e iluminação conveniente do local, e ao assentamento de grades de ferro bem como o encerramento de uma taberna que estava próximo. Chegados a 1952, é apresentada na sessão camarária uma proposta para a preservação do monumento, e para a qual já se tinham recolhidos os elementos necessários. Decorrem mais alguns anos, e em 1962, o vereador do Pelouro de Cultura, Doutor Sérgio Pinto, apresenta uma proposta para ser elaborado um projecto para a defesa da Fonte, de resto proposta que já em tempos tinha apresentado. Na exposição apresentada para justificar a sua proposta dizia, entre outros considerados "...Hoje, porque a fonte a que me quero reportar está de todo necessitada de cuidados sérios, e porque ela, só por si, é objecto de muitas visitas ilustres, e ainda porque dessas visitas não raro resulta humilhação para nós pelo estado de abandono e pouco decoro em que o monumento em apreço de acha" De novo o Doutor Sérgio da Silva Pinto volta à carga em 1964 (era um batalhador inigualável na defesa da sua dama - a Cidade de Braga e a sua Monumentalidade), lamentando que na porta férrea de entrada nada indicasse que ali se encontrava um monumento ímpar na Península Ibérica, mas sim um letreiro que dizia "BOM VINHO"!!!, o que levava os visitantes a perguntarem se a "fonte é de água ou de bom vinho ? . Em 1965, em 11 de Fevereiro, finalmente o Serviço Técnico de Obras, submeteu à aprovação da Camara um projecto de obras a realizar na Fonte do Ídolo, sugerindo-se então que se solicitasse uma comparticipação do Secretariado Nacional da Informação, "dado o interesse turístico do local, e que se envie um exemplar do projecto aquele departamento do Estado." Era este o terminar de um projecto apresentado pelo insigne Professor da Faculdade de Letras do Porto, o Doutor Sérgio da Silva Pinto. Com a sua inesperado morte, ficou-se pelo projecto, arranjou-se um pouco os acessos, foi certamente tirado do local, o aberrante anuncio da taberna, possivelmente deu-se um arranjo aos muretes e a coisa ficou por ali. Ultimamente, a porta férrea foi fechada para evitar que o local fosse aproveitado para valhacouto e entregue a sua guarda, ou pelo menos a chave de entrada, à Junta de Freguesia de São Lázaro, mas a indicação do monumento ainda não mereceu a atenção de quem de direito para evitar que os visitantes andem por ali à deriva, até que alguma alma caridosa os informe. Bastaria colocar uma placa com a indicação: FONTE DO ÌDOLO - Monumento Nacional. Julgamos que chegou agora a hora de prestarem a devida atenção a tão célebre monumento. Parece que o arranjo, não só dos acessos, como a localização e de todo o tanque está a proceder-se ou irá ter lugar a breve trecho. Assim o desejamos. Dezembro de 1997 LUIS COSTA Note-se: era este o estado no monumento em 1997.Depois de um restauro e arranjo, tem a protecção e responsabilidade de conservação, da Câmara Municipal.23-5-2013. TODAS CONTENTES CHEGARAM ; NENHUMA CHEGOU MOÍDA ; E DEPOIS QUE SE APEARAM, ALI MESMO, À DESPEDIDA, OUTRA FUNÇÃO AJUSTARAM. VÊS, MUSA, COMO ATROPELAS A INOCÊNCIA DAS FUNÇÕES ? CONFESSA QUE EM TODAS ELAS O MAL MÃO VEM DAS ACÇÕES, VEM DE QUEM JULGA MAL DELAS. .................. .............. .............. TRATA POIS DE TE EMENDAR, E DEIXA VIDAS ALHEIAS ; QUE O POVO ESTÁ A ZOMBAR. ENQUANTO DE TE INCHAM AS VEIAS COM O FORÇA DE PRÉGAR. TOMÁS DOS PÓS FEZ MISSÕES, AJUDOU GENTE INFINITA ; MAS INDA EM NEGROS VERGÕES TRAZ NOS ARTELHOS ESCRITA A PAGA DOS SEUS SERMÕES. TOMA ENFIM A LIÇÃO MINHA ; MAS, SE ESTÁS NA MESMA FRÁGUA DAQUELA MULHER MESQUINHA QUE, ALÇANDO A MÃO FORA D'ÁGUA, FEZ C'OS DEDOS TESOURINHA. TEME O RAIVOSO FUROR DO EXÉRCITO DOS PERALTAS, QUE EM ARMAS SE VAI JÁ PÔR ; TAMBÉM O DAS POUPAS ALTAS, QUE É INIMIGO PIOR. GUARDAM NO PEITO ÓDIO VELHO POR MOTIVOS SEMELHANTES ; E SE CRÊS NO MEU CONSELHO, MATRA-LHE ANTES OS AMANTES, QUEBRA-LHE O MELHOR ESPELHO ; PROÍBRE-LHE AS CONVULSÕES, ABRE-LHE AO CÃOZINHO AS VEIAS, QUE PARA TUDO HÁ PERDÕES ; MAS NUNCA LHE CHAMES FEIAS, NEM LHE ENTENDAS CO'AS FUNÇÕES. Nicolau Tolentino

publicado por Varziano às 12:36
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